terça-feira, 20 de março de 2012

Às mudanças
É Deus quem muda o tempo e as estações.” Daniel 2.21
Mudanças são inexoráveis. Tudo muda, o tempo todo, em velocidade e intensidade diferentes. Assim são as estações do ano, as estações da vida, as coisas ao redor, e até as mais distantes e desconhecidas. Contudo, temos muita dificuldade em enfrentá-las.
Para ilustrar como temos dificuldades em lidar com mudanças, gosto de aplicar uma dinâmica em grupo que segue este roteiro: (1) as pessoas ficam de duas em duas de frente uma para a outra; (2) solicito que observem bem o outro “dos pés à cabeça”; (3) voltam-se de costas um ao outro; (4) solicito que promovam 3 mudanças em si (uma das mais comuns é trocar o relógio de braço); (5) voltam-se novamente de frente uma para a outra (6) solicito que observem as 3 mudanças que o outro fez. Em geral as pessoas acertam, pois sempre são mudanças bem visíveis. Ainda durante a dinâmica, (7) solicito que todas se voltem para mim e demonstro uma mudança em mim tirando uma chave dentro do bolso esquerdo e colocando-o no bolso direito. Neste momento demonstro que mudanças não visíveis não são lembradas, mas são as mais difíceis, pois não tem certa “popularidade”. Neste momento (8) pergunto a todos se acharam fácil mudar e observar as mudanças. A maioria responde que sim, até porque o exercício foi simples. Mas chega o momento final da dinâmica, quando pergunto (9) por que as pessoas voltaram ao estado original sem eu ter solicitado. Aquele que havia mudado o relógio de braço, por exemplo, antes que a dinâmica termine, já voltou ao estado anterior. Todos caem na risada porque são flagrados que não mudaram nada.
Existem pelo menos três diferentes reações a mudanças. Aqueles que concordam e se comprometem, aqueles que ficam indiferentes podendo variar entre a colaboração e a resistência e aqueles que resistem e se levantam contra. O esquema abaixo resume bem as diferentes reações:
1) Os que concordam com a mudança – sinal verde:
a) Comprometimento: Quer a mudança. Transformará em realidade. Cria todas as “leis” e estruturas necessárias.
b) Participação: Quer a mudança. Fará todo o possível dentro de suas condições.
2) Os que estão indiferentes com a mudança – sinal amarelo:
a) Aceitação genuína: Vê os benefícios da avaliação. Faz tudo o que se espera e mais. Segue a “orientação”.
b) Aceitação formal: No todo, vê os benefícios da avaliação. Faz o que se espera e nada mais.
c) Aceitação hostil: Não vê os benefícios da avaliação. Mas também não quer perder o emprego ou a posição. Faz o que se espera porque tem que fazer, mas deixa bem claro que não está realmente “a bordo”.
3) Os que resistem à mudança – sinal vermelho:
a) Não-aceitação: Não vê os benefícios da visão e não faz o que se espera. “Não vou fazer isso; ninguém pode me obrigar.”
b) Apatia: Nem contra nem a favor da visão. Desinteressado. Sem energia. “Será que já tá na hora de ir embora?”
c) Não-aceitação hostil: Fará tudo contra a visão. Será um incansável opositor. “Tá tudo errado!”
Os que conduzem a mudança devem conhecer a posição de todos os interlocutores e adotar estratégias apropriadas para lidar com cada grupo de reações. As reações advêm dos mais diferentes caminhos pessoais, das preferências individuais, das pressões internas e externas, da percepção se estarão sendo prejudicados ou beneficiados.
Mas nunca devemos desanimar quando acreditamos realmente que aquela mudança é necessária. Vamos promovê-la com sabedoria e muito respeito pelas pessoas. Se nos falta sabedoria, vamos pedir a Deus que é especialista em mudanças. Afinal, não há como evitar a verdade que mudanças são imutaveis.
 
 
rv//rci//2012
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